O número de domicílios com pessoas em insegurança alimentar grave aumentou 37% em cinco anos no Estado de São Paulo, segundo dados da PNAD Contínua divulgados pelo IBGE em abril de 2024. Paralelo a isso, o número de crianças obesas não para de crescer. Entre os 5 e 10 anos, são mais de 1 milhão de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Os dados parecem contraditórios, mas revelam um problema em comum: o da alimentação em quantidade e qualidade inadequada para as crianças. Por isso, o Programa Alimentar o Futuro, iniciativa do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp, em parceria com o Ciesp e o Sesi-SP, lança um apelo aos candidatos às prefeituras para que incluam a Segurança Alimentar e Nutricional como prioridade em seus planos de governo.

São 1,3 milhão de pessoas no estado em insegurança alimentar grave, sem saber se terão o que comer no dia seguinte. No total, 10,6 milhões de paulistas enfrentam algum nível de insegurança alimentar. Enquanto isso, 11,5% dos bebês e crianças entre 0 e 4 anos no estado de São Paulo estão com sobrepeso ou obesidade. As crianças são as mais vulneráveis nesse cenário

O presidente do ConSocial, Dr. Raul Cutait, destaca a urgência de mobilizar os futuros prefeitos. “Comer mal prejudica o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Estamos falando de milhões crianças que têm o futuro comprometido pela falta de uma alimentação adequada. Os candidatos que desejam liderar suas cidades precisam abraçar essa causa e garantir que políticas de Segurança Alimentar e Nutricional sejam implementadas de forma urgente e eficiente.”

Além de trazer dados relevantes, a carta-compromisso do Programa Alimentar o Futuro sugere ações concretas, como:

– O impulsionamento da criação ou fortalecimento do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional;

– A ampliação e qualificação da alimentação escolar com alimentos frescos e produzidos localmente;

– A capacitação de agentes comunitários de saúde com foco em nutrição para garantir atendimento às crianças que não frequentam a escola.

A carta, com as propostas e os impactos esperados, pode ser conferida na íntegra no site do projeto: alimentarfuturo.fiesp.com.br.

Segundo Aracelia Costa, gestora do Programa Alimentar o Futuro, essas medidas podem não só melhorar a qualidade de vida da população, mas também gerar impactos positivos na economia local e na redução de gastos com saúde pública. “Mais do que um compromisso de campanha, trata-se de uma responsabilidade social inadiável. Precisamos de lideranças comprometidas, e esta é uma oportunidade para que os candidatos demonstrem esse compromisso”.

O PROGRAMA

Com foco em crianças de 0 a 10 anos no Estado de São Paulo, o Programa Alimentar o Futuro atua como catalizador inicialmente nos municípios do projeto piloto, que contempla as regiões de Araraquara e Vale do Ribeira, trabalhando para integrar o setor industrial, a sociedade civil e o poder público na implementação de políticas públicas voltadas à Segurança Alimentar e Nutricional.

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