Política

Vereadores debatem espera por medicação e por cirurgias custeados pelo Estado

Os vereadores de Indaiatuba, o diretor da Diretoria Regional de Saúde (DRS-7), Jorge Curi, e a secretária municipal de Saúde, Heloísa Salatino, em encontro na Câmara de Indaiatuba, na tarde desta segunda-feira (20/10), discutiram os fatores da demora na liberação de medicamentos de alto custo e a dificuldade de obtenção de vagas para exames e cirurgias custeados pelo governo do Estado.

Após a reunião, a reportagem do DROPES conversou com o diretor da DRS 7, com a secretária municipal de Saúde e com o presidente da Câmara, Túlio Tomass do Couto (MDB), que é médico e intermediou o encontro de hoje. Confira as entrevistas, no vídeo abaixo:

Prefeitura e Câmara apontam que – embora a administração municipal assuma alguns casos mais complexos – é de responsabilidade do Estado custear remédios mais caros e cirurgias complexas.

No caso dos remédios, de 10% e 15% dos pedidos que são feitos à DRS são negados pelos médicos auditores, prologando a espera pelos medicamentos e dificultando o sucesso de tratamentos indicados pelos profissionais da rede municipal. Por semana aproximadamente 100 processos são encaminhados à diretoria.

A Secretaria de Saúde propôs que a administração faça um compilado das negativas e submeta à reapreciação do Estado, o que foi acatado pela DRS. “Nós não podemos nos comprometer a dispensar o protocolo, mas podemos sim tentar agilizar essa análise”, afirmou Curi.

Especificamente sobre a oferta de vagas para cirurgias e exames, o gerente médico Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), Domingos Guilherme Napoli, argumentou por videoconferência que a região de Campinas cresceu muito, sem que a oferta de leitos tenha acompanhado esse crescimento. O Estado deve anunciar em breve a construção de um Hospital Estadual com mais 400 vagas e vai ampliar os convênios com hospitais particulares.

“A reunião foi muito produtiva porque conseguiu abrir um diálogo entre a DRS e os vereadores, que são muito cobrados por soluções para a questão dos medicamentos e das cirurgias. O Estado mobilizou recursos e servidores para cuidar da situação de Indaiatuba e esperamos ter soluções concretas nos nossos próximos encontros”, concluiu Dr. Túlio.

dropes

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