Cultura

Núcleo Nabor Pires Camargo será inaugurado com música e exposição no Casarão Pau Preto

Criado com a finalidade de promover educação musical como forma de valorizar, difundir e preservar a cultura local relacionada ao choro, jazz, samba e MPB (Música Popular Brasileira), o Núcleo Musical Nabor Pires Camargo será inaugurado na próxima segunda-feira (16/5), a partir das 19h, no Casarão Pau Preto, que também será sede do projeto, gerenciado pela Secretaria Municipal de Cultura.

O evento integra a Semana Nabor Pires Camargo e também a programação oficial do 30º Maio Musical e contará com apresentação do Coral Cidade de Indaiatuba e do grupo Amantes do Choro.

PROGRAMAÇÃO

16 de maio, às 19h
Abertura da Exposição Nas Notas de Nabor
Local: Tulha do Casarão Pau Preto
Esta exposição que ficará entre os dias 16 e 22 de maio na Tulha do Casarão Pau Preto trará um pouco da história musical de Nabor Pires Camargo através de imagens de algumas de suas composições em homenagem a Indaiatuba, sua terra querida, e a pessoas que fizeram parte da sua história, além de melodias escritas por alguns de seus parceiros que acompanharam sua trajetória.

Coral Cidade de Indaiatuba
Local: Bosque do Casarão
Criado em 1999, é composto pelos alunos da oficina cultural de canto coral da Secretaria Municipal de Cultura. Desde 2001, conta com regência da professora Áurea Ambiel. Com repertório vasto, abrangendo músicas folclóricas, populares e clássicas, integra regularmente os projetos Encantos de Natal, Encontro de Corais e Musicais promovidos pela Prefeitura e variados eventos da Região Metropolitana de Campinas e capital paulista.
Na ocasião, sob regência de Áurea Ambiel e com a participação especial de Geilson Brito ao violão, apresenta as músicas Vá Carregar Piano e Luar de Indaiatuba, de Nabor Pires Camargo.

Amantes do Choro
Local: Bosque do Casarão
Grupo criado há mais de dez anos para manter viva a tradição do Choro ou, como é mais conhecido, Chorinho, estilo musical da esfera urbana no Brasil. Os músicos que executam este gênero foram batizados de chorões e os grupos contam com flauta, violão, cavaquinho e pandeiro.

17 de maio, às 19h
Retrato Brasileiro, com Confluências
Local: Bosque do Casarão
O grupo Retrato Brasileiro foi criado em Campinas em 2015 por Gabriel Peregrino, Théo Fraga e Guilherme Saka. Com uma formação inovadora de vibrafone, baixo acústico e guitarra, o trio apresenta composições e arranjos que trazem o colorido sonoro da mistura da escrita minuciosa e artesanal da música erudita com momentos de espontaneidade e improviso do jazz, MPB e ritmos latinos.

18 de maio, às 19h
Lucas Arantes Duo, com Cavaquinho e seus Compositores
Local: Bosque do Casarão
Lucas Arantes Lucas iniciou sua vida musical aos 15 anos, e foi aluno de Luis Bernardo em Campinas. Em seguida, ingressou no núcleo fixo da Escola Portátil de Música, localizada no Rio de Janeiro, e também no Conservatório de Tatuí. Participou da gravação de mais de 30 CDs e em 2016 gravou seu primeiro CD, Choro pro Tadeo. Neste show, traz o cavaquinho como solista e compositores como Waldir Azevedo, Paulinho da Viola, Jonas Pereira, Luciana Rabello, Mauricio Carrilho e Lucas Arantes.

18 de maio, às 20h
Manteiga de Garrafa
Local: Bosque do Casarão
O Manteiga de Garrafa é um grupo de Choro em sua forma tradicional de instrumentação e sonoridade que busca fortalecer e disseminar essa cultura brasileira instrumental. É formado por Rafael Yasuda (bandolim e violão tenor), André Ribeiro (pandeiro e violão), Daniel Bueno (violão de 7 cordas) e Bruna Takeuti (cavaquinho).

19 de maio, às 19h
Panapaná, com Maior Panapastral
Local: Bosque do Casarão
Banda formada em 2020, no ano seguinte participou do 29º Maio Musical e do Festival de Rock. Nesse show, apresenta um repertório 100% autoral com composições variando de músicas brasileiras como baião, samba e bossa, a ritmos internacionais como rock e jazz.

NABOR PIRES CAMARGO

Nabor Pires Camargo (Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal – Data: 1948)

Nabor Pires Camargo nasceu em 9 de fevereiro de 1902 no município de Indaiatuba, mais precisamente na casa número 16 da Rua 15 de Novembro. Já em 1912 foi admitido como clarinetista da banda infantojuvenil regida pelo maestro José Lopes dos Reis, o “Dunga”, durante a administração do prefeito Major Alfredo Camargo Fonseca e sete anos depois, Nabor tornou-se maestro da banda. Em 1921, transferiu-se para São Paulo, e ali deu início aos estudos de música no Conservatório Dramático-Musical de São Paulo.

Nos primeiros tempos na capital, foi clarinetista da Banda do 4º B.C. do Exército (durante o serviço militar); empregado da Companhia de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (a “Inglesa”); clarinetista da Banda da Lapa; clarinetista da orquestra do Cine São Bento e do Cinema Olímpia. Fez amizade com o jornalista e poeta Dieno Castanho, iniciando com ele, a partir do maxixe Mamãe Me Leva, uma longa parceria em suas composições.

Em 1923, passou a atuar em programas na Rádio Record. Em 1930, foi escolhido “Melhor Clarinetista de 1930”, prêmio concedido pela Gazeta Esportiva. Gravou seu primeiro disco no estúdio da Victor da Praça da República, com as composições Matando Saudades e Caindo das Nuvens.

Na década de 1930 intensificou suas atividades como músico nas emissoras de rádio: entre 1933 e 1937, participou da orquestra e do grupo regional de música da Rádio Educadora; em 1937, integrou a Orquestra Sinfônica da Rádio Tupi; também foi músico na Rádio Gazeta e na Rádio e Televisão Nacional.

Além disso, integrou a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (oficializada no final da década de 1940). Também em 1930, junto a Acrísio de Camargo compôs o Hino Indaiatubano em homenagem ao primeiro centenário de Indaiatuba.

Em 1947, iniciou os primeiros entendimentos com a Editora Irmãos Vitale para a elaboração e publicação de um método para clarineta. Este método é utilizado até os dias de hoje entre os professores e estudantes desse instrumento.

Em 1967, aposentou-se pelo Departamento de Cultura do Município de São Paulo, órgão ao qual estava subordinada a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Retornou a Indaiatuba em 1985, aqui permanecendo até o final daquela década, quando transferiu-se para Mococa. Faleceu em 3 de outubro de 1996, aos 94 anos, deixando a esposa, Dona Cleonice (com quem se casou em 1934), e a filha única, Marizaura.

Patricia Lisboa

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