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Indaiatuba vai manter a vacinação de adolescentes, conforme orientação do Estado

Por Patrícia Lisboa

A Secretaria de Saúde de Indaiatuba vai manter a vacinação de adolescentes contra a covid-19, seguindo a orientação do governo do Estado, como acontece desde o início da imunização contra a doença no município.

A secretaria informou que aguarda mais doses da vacina da Pfizer, para definir novas datas para repescagens para o público da faixa etária de 12 a 17 anos que perdeu a data original da vacinação.

Ainda há cerca de mil adolescentes residentes no município para receberem a primeira dose contra a covid-19, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Os adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades foram os primeiros a receber a vacina, no dia 21 de agosto.

A vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades começou no dia 28 de agosto.

As últimas convocações foram para adolescentes de 12 anos nascidos até 27 de janeiro, no último dia 13. Também foi feita uma repescagem para adolescentes de 14 a 17 anos, no dia 14 deste mês.

O DROPES perguntou qual o total de adolescentes vacinados com contra a covid-19, em Indaiatuba, até o momento, mas ainda não obteve resposta da Secretaria Municipal de Saúde.

Ontem (15/9), o Ministério da Saúde revisou a recomendação para a vacinação de adolescentes contra a covid-19. Em nota técnica publicada pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

Uma nota técnica anterior da pasta, também publicada neste mês, recomendava que a imunização dos adolescentes tivesse início ontem (15/9), com a ressalva de que os que não apresentassem comorbidades deveriam ser os últimos a ser vacinados.

Para justificar a medida, a pasta citou o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

A OMS, entretanto, não chegou a afirmar que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos não é prioritária.

Hoje, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que foram identificados 1,5 mil eventos adversos em adolescentes imunizados, todos eles foram de grau leve, e que foi notificado um caso de morte de um jovem em São Paulo, mas, o episódio ainda está sendo investigado para avaliar se a causa foi o imunizante.

O ministro reclamou que, a despeito da orientação anterior para que a imunização deste público tivesse início ontem (15/9), já foram vacinados 3,5 milhões de adolescentes por autoridades locais de saúde.

Representantes do Ministério da Saúde afirmaram que a decisão de suspender a vacinação de adolescentes não tem relação com a falta de vacinas no País.

O governo do Estado, por sua vez, mantém a orientação para a vacinação dos adolescentes.

Campinas – a maior cidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC), da qual Indaiatuba faz parte, também informou que, por recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, vai manter a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos, de acordo com a disponibilidade de doses da Pfizer, única autorizada para o público.

ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que investiga o caso da morte de uma adolescente de 16 anos após aplicação da vacina da Pfizer. Porém, afirma que, no momento, não há uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina.

“Os dados recebidos ainda são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina”, afirma a Anvisa, em nota.

A agência acrescenta que, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina.

“Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”, afirma.

A Anvisa aprovou a utilização da vacina da Pfizer para crianças e adolescentes entre 12 e 15 anos, em 12 de junho de 2021. Para essa aprovação, foram apresentados estudos de fase 3, dados que demonstraram sua eficácia e segurança.

Patricia Lisboa

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