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Defesa Civil de SP alerta para riscos de incêndio

A Defesa Civil de São Paulo alerta que as projeções meteorológicas para o estado podem favorecer a ocorrência de incêndios florestais nos próximos meses. Entre as características do clima que devem contribuir para as chamas, estão as ondas de calor e a baixa umidade relativa do ar. O cenário é diferente do ano passado, quando a maior incidência de chuvas contribuiu para uma baixa ocorrência de incêndios.

“No ano passado, o que a gente tinha era uma atmosfera que estava respondendo de uma forma melhor ao período de seca e estiagem. Houve maior ocorrência de chuvas do que esperado. Já neste ano, estamos passando pelo El Niño. Por mais que ele esteja enfraquecido, ainda sofremos as consequências dele. As projeções mostram temperaturas acima do que é normalmente esperado para os meses de maio, junho e julho”, explica Vitor Takao Suganuma, meteorologista da Defesa Civil.

Para prevenir e combater os incêndios florestais, o governo paulista realiza a operação São Paulo Sem Fogo. Neste momento, as ações estão na fase amarela, de intensificação do trabalho preventivo e de preparação para enfrentar queimadas.

A próxima etapa é a vermelha, na qual ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas ganham reforço. Essa fase ocorre entre os meses de junho e outubro, período de estiagem e maior incidência de incêndios.

LA NIÑA E BLOQUEIO DE FRENTES FRIAS

O especialista da Defesa Civil afirma que o momento é de fim do El Niño – que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico – e o início da La Niña – o resfriamento das mesmas águas. Mesmo diante da mudança, que tende a esfriar as temperaturas, a tendência é de um começo de inverno com tempo seco e temperaturas acima da média. Suganuma explica que, entre os meses de maio e julho, um sistema de alta pressão atuará pelo estado, bloqueando a entrada de frentes frias.

“Esse sistema de alta pressão caracteriza o que a gente chama de bloqueio atmosférico, que acaba impedindo com que haja a entrada de frentes frias. Quando a gente não tem frente fria entrando, só tem esse ar quente e seco vindo do centro do continente”, diz.

O fato de o ar quente que adentra o estado de São Paulo vir do centro do continente e não das regiões litorâneas também aumenta a secura do ar e, consequentemente, as chances de incêndios. “Quando a gente tem essas massas de ar continentais que não possuem umidade nem origem marítima, não há como a umidade do ar ficar alta. E quando há esse cenário de maior secura, fica muito mais propício em ter propagação de fogo”, afirma o especialista.

O aumento da temperatura média do planeta também favorece a ocorrência de eventos extremos como as ondas de calor e longos períodos de estiagem, segundo o especialista.

“Muitas coisas que acontecem em escala menor, a gente consegue justificar por conta dessa transição climática que estamos vivendo. Estamos observando cada vez mais eventos extremos: seja de calor, de frio, chuva ou secura. Tudo isso é impulsionado pelo aquecimento anômalo do planeta”, afirma o meteorologista.

OPERAÇÃO SP SEM FOGO

A operação SP Sem Fogo visa, dentre outras ações, diminuir os focos de incêndio no Estado, principalmente durante o período mais seco do ano, que vai de junho a outubro.

A medida é uma parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB), Segurança Pública e Defesa Civil do Estado. Além disso, conta, também, com iniciativas e investimentos do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fundação Florestal (FF), e Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Desde abril, as equipes da Defesa Civil têm realizado oficinas preparatórias para a operação em diferentes regiões do estado. As atividades incluem treinamentos de capacitação para agentes de defesas civis municipais que vão atuar nas ações de combate e redução dos incêndios florestais durante a estiagem.

Patricia Lisboa

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